INVERNO DA ALMA

sexta-feira, 27 de junho de 2014.





Na claustrofóbica visão de um quarto
Chora uma alma, inerte
Feito defunto na tumba
Sua atenção chamar, não tente.

Pois ela não ira escutar
Essa alma a muito sofre
Nem um resquício de alegria
Enrubesce sua face.

Nem o mortiço brilho lunar
Inspira-lhe poesias
Contempla a folha em branco
Umedecias de lágrimas e só o nome:
As minhas tristezas dedicam elegias.

Essa é a alma minha
Convalescente do mal pernicioso
Afogo-me em lembranças
Do tempo que fui ditoso.

Guardo lembranças 
Dessa aurora da vida
E hoje presencio o funeral
Da alma lívida.

Lágrimas secam sozinhas
A dor causada por elas não
Estas perseguem feito o algoz
Por toda vida os que sofrem de solidão.

Desvaneceu em minha mente
A última vez que fui feliz
Só recordo o desterro de minha alma
E a hora que tu partes.

Se foi com o calor do verão
Os devaneios de felicidade
Com o inverno me sobreveio
Os desejos de mordacidade.

Nem um sopro de amor virginal
Aquece meu peito morto
Que envolto no arabesco da aranha
Falece com um simples beijo no rosto.
Quando a existência não mais me couber
Cobre o corpo meu com a veste de minha amada
Para que na morte sonhe com ela
Depois deposita a cruz profanada.

Sob o peito macilento
Agarrada pela mão fria
Sela assim meu caixão
Enterra-me na mesma catacumba onde ela dormia.

E finalmente deixai-me apodrecer
Onde feneceu o lábio amado
E onde repouso agora eu
Sorrindo pelo devaneio realizado.

Assim quero partir
E do inverno excluir minha alma
A luxuria viverá com você no inferno
E finalmente serei o mais ditoso dos poetas
Que na morte realizou seu desejo
Selando a eternidade com um beijo.

Jason Notifies Wallace

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