Bahugera parte IV (Conto/poesia)

quinta-feira, 1 de março de 2012.
Bahugera parte 4

Obscura e vil era as vagas memórias,
Aquelas que efervescem a massa cinzenta
Desabando a forma rude e corpulenta,
Donde só lembro-me de choro e miséria.

Expresso aquele aspecto horrendo,
Que vem das cruéis trevas infernais
Atormentar-me cedo em tramas universais,
Fazendo meu corpo vilmente se corroendo.

Vi novamente aquele deus ou fera,
Aquele em que enxergava o vil medo
Que provém de um desconhecido medo,
Aquele ser que perseguiu-me por eras.

Era cedo quando acordei com tamanho pavor,
Logo na rua eu ouvi a romaria e secos gritos
Aqueles que premeditavam o concreto e finito,
Trazendo consigo um leve e frívolo rumor.

Eu vi de tantas trevas surgir aquilo,
Donde surgiu? Do negro fogo infernal?
Um hórrido e mortífero animal,
E nada ouvia, somente um som tranquilo.

Deleitei-me ao ver os portões celestiais,
O corpo era agora frio e natural
Observei aquele horrendo animal,
Liberto em meus medos infernais!

1 Comentário:

eumacleamaral disse...

GOSTEI MUITO DO BLOG,PARABÉNS!!

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