Gritos na Madrugada

terça-feira, 27 de dezembro de 2011.
Perdido na bruma,
Da noite sem fim.
A quietude perfuma
As trevas feitas pra mim.

Ouço gritos na madrugada

A neblina me faz flutuar
Arrancando-me os pés do chão.
Uma energia sobe a me acalmar
Suspirando por tão doce sensação.

Noite pérfida e calada

Os seres tremeluzentes
Avistam-me a chorar,
Bebem minhas lágrimas inerentes
Enquanto me abraçam no doce luar.

O escuro é minha morada

No concreto, brota a negra rosa
Que se esvai à luz do sol,
Morre triste e lacrimosa
Tendo a morte como farol.

Oh! Doce lua imaculada

O vento leva o cheiro de sangue
Derramado de meu viver,
Cego às nuvens, porém exangue,
Caio, e meu mundo volta a aparecer.

A dama carrega de luz feita a espada

E eu sigo por essa estrada
Eternamente a gritar,
Chamando a rosa dissipada
Sem nunca parar de chorar.

Berros no horizonte, gritos na madrugada

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